Alison e Emanuel estão na briga pelo ouro http://youtu.be/kirApVgrRmA http://t.co/AFcFbyag @Reinaldo_Cruz

De questionado a favorita a medalha. A seleção brasileira feminina de vôlei mostrou que já deixou a péssima primeira fase olímpica para trás nesta terça-feira, ao bater a Rússia por 3 a 2, em um jogo eletrizante e cheio de viradas no placar. Com a vaga assegurada, o Brasil encara o Japão na semifinal, no duelo por uma vaga na disputa pelo bicampeonato olímpico.

Com atuação exuberante de Sheilla no tie-break, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães acabou com a invencibilidade de cinco partidas das adversárias ao vencer por3 sets a 2, parciais de 24-26, 25-22, 19-25, 25-22 e 21-19.

De quebra, afugenta o ‘fantasma’ da eliminação de Atenas 2004. Naquela Olimpíada, o Brasil vencia o quarto set por 24 a 19 e desperdiçou os quatro match points. As russas ganharam a parcial e, depois, no tie break, eliminaram a seleção brasileira, por 3 sets a 2. Nas finais dos dois últimos Mundiais, em 2006 e 2010, ambas as edições no Japão, novas derrotas para as grandes rivais. Também por 3 sets a 2. Desta vez, porém, que lamentou foi a turma de Gamova.

Em Pequim 2008, as brasileiras venceram as russas por incontestáveis 3 sets a 0, mas a vitória veio na segunda rodada da fase de grupos e não numa disputa eliminatória. No Grand Prix 2011, em Macau (CHN), o Brasil venceu a Rússia na semifinal, por 3 sets a 0. A vitória de hoje, porém, teve um gosto especial.

O jogo

No primeiro set, o erro do Brasil logo no primeiro saque russo deu a impressão de que a equipe jogaria mal. Mas foi só impressão. Com uma boa defesa, a Seleção teve dificuldade para converter os ataques no início da parcial, porém, aos poucos as jogadoras se tranquilizaram e o placar ficou empatado em 8 a 8.

Como acontece normalmente nos confrontos contra as russas, as brasileiras sofriam para bloquear a gigante Gamova (2,02m). Mas com a defesa muito bem no jogo, principalmente com a líbero Fabi, o Brasil conseguia defender os ataques da rival. Com isso, a Seleção virou e colocou dois pontos de vantagem até as russas empatarem em 15 a 15.

A partida seguiu equilibrada, mas o Brasil desperdiçava mais contra-ataques. Num grande rali, em que terminou com a virada da Rússia para 19 a 18, Sheilla teve três oportunidades para virar e não conseguiu. Com a entrada de Fernandinha e Tandara, o Brasil se recuperou e o duelo ficou empatado até as russas fecharem em erro de Sheilla: 26 a 24.

O equilíbrio continuou no segundo set. A defesa brasileira seguia muito bem posicionada, mas a equipe do técnico José Roberto Guimarães precisava ser mais efetiva nos contra-ataques. Mesmo assim o Brasil foi para o primeiro tempo técnico do set vencendo por 8 a 5.

Também com boa defesa, a Rússia tentou uma reação mas, após outro grande rali, Fernanda Garay virou um belo ataque: 10 a 7. Em seguida, com boas defesas e erros das russas, o Brasil abriu 13 a 7. Com uma melhora considerável no bloqueio, a Seleção começou a parar o ataque adversário e fez 16 a 9.

Após queda de rendimento, as russas reagiram e encostaram no placar: 19 a 17. Depois de ótimo ataque de Sheilla, a central Fabiana conseguiu um ace e o Brasil respirou no set: 21 a 17. O placar chegou a 24 a 19, que não trazia boas lembranças para as brasileiras, a Rússia encostou, mas a Seleção fechou em 25 a 22.

Com a levantadora Dani Lins fazendo uma boa partida, o Brasil abriu 3 a 0 no início do terceiro set, mas deixou a Rússia reagir. A Seleção, no entanto, retomou a liderança até as adversárias empatarem em 11 a 11. Com erros consecutivos da equipe brasileira, as russas viraram a abriram boa vantagem: 15 a 12.

A Rússia se aproveitou da distância no placar, administrou bem a diferença e fez 24 a 19. Em belo bloqueio, fecharam a parcial em 25 a 19.

No quarto set, em erros do Brasil, as russas abriram 3 a 0. A Seleção caiu de rendimento e a Rússia aumentou a vantagem para quatro pontos. Mas a equipe brasileira soube mante a tranquilidade para reagir e virar para 11 a 9 após o tempo técnico do set. Com erros de ambos os lados, as duas seleções passaram a se alternar na dianteira do placar até o Brasil liderar até 19 a 19.

Com bom volume de jogo, menos erros no ataque e bloqueios, as brasileiras abriram 22 a 19. Sem errar, e mantendo a tranquilidade, o Brasil fechou o set em 25 a 22 após excelente bloqueio.

No tie break, o Brasil 2 a 0, mas o duelo seguiu equilibrado. Com extrema frieza, algo raro na equipe brasileira, a vantagem de dois pontos foi mantida até a Seleção fazer 10 a 7. A Rússia, no entanto, reagiu. O Brasil poderia ter aberto 12 a 10, mas a arbitragem marcou bola fora em ataque de Garay que foi nitidamente dentro. Mas a Seleção não se abalou e fez 13 a 10. As russas, novamente, reagiram e empataram em 13 a 13. Logo depois, Fabiana atacou para fora: Rússia 14 a 13.

Em ataque de Sheilla, Brasil empatou em 14 a 14. A seguir, a Seleção desperdiçou boas chances e Rússia fez 15 a 14. Sheilla novamente: 15 a 15. Em bloqueio para fora, as russas fazem 16 a 15. Sheilla, de novo, 16 a 16. Sokolova faz 17 a 16. Thaisa empata mais uma vez: 17 a 17. Em outro bloqueio para fora, Rússia faz 18 a 17. Sheilla, a melhor em quadra, empata tudo de novo: 18 a 18. As russas ficaram na frente novamente: 19 a 18.

Depois, só deu Brasil: Sheilla empatou mais uma vez em 19 a 19. Em saque colocado de Garay, Brasil faz 20 a 19. Na sequência, Garay repetiu o saque venenoso, e atrapalhou a recepção russa. A bola voltou fácil e Fabiana fechou em 21 a 19.





Assuntos de Goiás TV

Destaque

Walter sinaliza com redução salarial, e Vila Nova vai em busca de parceiros

Após reunião, presidente do Tigre diz que atacante aceitou receber menos para jogar no clube. Mesmo assim, diretoria precisa de invest...

Arquivo do blog

Questão Brasil nº 87 | 24 de Maio de 2016

Loading...

Seguidores