Parte interessada no Impeachment, Michel Temer diz: "Espero que o país saia pacificado"

Em entrevista nesta quinta-feira, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que a presidente Dilma Rousseff “está com pressa” e tem “preocupação não exclusivamente” com seu governo, mas “com o país”
"Ela realmente quer apressar, não interessa ficar esticando isso. Ela prefere que eles [parlamentares] próprios tomem essa decisão. Não me parece razoável que o Parlamento [Congresso] se desligue. Já que se abriu um processo de tentar votar um impedimento, e esse impedimento é votado na Câmara, é meio estranho que as pessoas achem: 'Ah, tudo bem, vamos sair de férias e quando voltar a gente decide'”, afirmou o ministro em referência à possibilidade de o recesso parlamentar ser cancelado.

Líderes de oposição viram com desconfiança a estratégia do PT de acelerar a análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para DEM e PPS, o governo quer que o assunto seja discutido durante as férias de janeiro.

Em sua primeira declaração depois de o correligionário Eduardo Cunha acatar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, o vice Michel Temer evitou fazer uma defesa enfática da presidente e afirmou que o governo “fornecerá informações que serão analisadas adequadamente pela Câmara”. “Espero que ao final deste processo o país saia pacificado”, disse à Folha o vice, que enfrenta ataque especulativo da cozinha do Planalto para que manifeste apoio à petista.

Além da conversa com Dilma, Temer falou também pela manhã com o próprio Eduardo Cunha e com Leonardo Picciani (RJ), líder da bancada peemedebista na Câmara.

Na primeira declaração pública após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatar um dos pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou ontem a decisão de “loucura” e disse, no Rio, que o peemedebista colocou seus interesses acima dos do País. Lula defendeu uma solução rápida para o processo e criticou a oposição, que, afirmou, ainda busca um “terceiro turno” da eleição de 2014. 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (3) que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, coloca seus problemas pessoais acima dos interesses do país ao aceitar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Para Lula, a "insanidade" do deputado não pode prevalecer no país. “O presidente da Câmara, me parece, tomou a decisão de não se preocupar com o Brasil”, disse Lula, em entrevista no Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro.

O ex-presidente ressaltou ainda que, em um momento em que o Brasil passa por dificuldades, não só a presidente mas também prefeitos, governadores, e outros países como Estados Unidos, China e Alemanha também enfrentam dificuldades. "Se a gente não fizer um pacto para o país voltar a crescer, tudo vai piorar."

A decisão do PT de votar contra Cunha é um dos motivos para o deputado ter aceitado o impeachment. “Não houve acordo, pelo menos eu não sei, ninguém me falou. Conheço a Dilma e é muito difícil alguém imaginar que a Dilma faz barganha”, falou o ex-presidente, mesmo após Cunha declarar, ontem, que Dilma mentiu ao dizer, em pronunciamento na noite de anteontem, que o governo não fez barganha. Lula evitou dizer se Cunha deveria deixar o cargo de presidente da Câmara, pela suspeita de envolvimento com casos de corrupção. “Não podemos ficar dependendo apenas do presidente. A maioria dos deputados não quer que o País saia prejudicado”, disse.

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu, no início da tarde de hoje (3), o primeiro mandado de segurança, com pedido de medida liminar, contra o ato do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que autorizou a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

O mandado é de autoria do deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) e terá como relator no STF o ministro Celso de Mello. O parlamentar alega que a presidenta não foi notificada previamente do recebimento da denúncia-crime entregue ao presidente da Câmara para que oferecesse resposta. “Ao fazê-lo sem notificar previamente a presidenta para que oferecesse resposta, (Cunha) violou os princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, além do parágrafo único do Artigo 85 da Constituição Federal, o Artigo 38 da Lei nº 1079/50 e o caput do Artigo 514 do Código de Processo Penal”, diz o texto.
Governo e oposição travam guerra sobre andamento do processo de impeachment de Dilma - Politica - Estado de Minas

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